quinta-feira, 2 de novembro de 2017

SILVESTRE



Silvestre era o típico caiçara, cheio de malemolência e mistérios. Era para os adultos um cachaceiro, para nós crianças, um aventureiro, mestre etílico que passeava cambaleando pelas matas e saltitando magicamente os aguaceiros. Não sabíamos onde morava. Da maneira que aparecia, desaparecia, sem fazer alarde, como deveriam ser as dores da alma.


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