Quem sabe de mim
sabe que minha sombra me acompanha.
Ela diz: "Vá embora"!
Não obedeço.
Teimoso, me embrenho nas linhas tênues
de suas veias, de suas ramificações.
Quero conhecê-la,
saber qual o limite,
quais suas nuances,
os tons de sua alma.
Receba-me, alma minha,
acaricia-me, traduza-me e,
no cansaço da noite,
coloque-me para ninar.

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