Me perco em gestos e olhares.
Me confundo com relógios de areia.
O que escorre de minhas mãos não são pedras
São cacos estilhaçados de janelas visitadas
Paro, olho, me perturbo com os tilintares dos
bambus
A
alma sossega, sussurra , espreme
Não me encaixo, caio, caibo no dedo mindinho
Na unha encravada a carne lateja
Olho novamente no espelho
Fios brancos esparramados no rosto,
em passados, em pássaros pretos
e as matracas
Me entrego
ao último lamento da rocha esmerilhada
Sempre me confundi com relógios de areia.