Esta semana fui a um show de blues. Sensacional. Quantos músicos excelentes “perdidos”
ou “achados” neste "mundão véio" de meu Deus, ou do demo. Foi no Teatro Goiânia Ouro, Centro de Goiânia. Vale a pena. Programação de qualidade todsos dias da semana.
Dez a vinte mesas distribuídas no saguão de entrada. Um bar simpático e um palco que mal cabia a bateria e o guitarrista. O baixista ficava sentado fora do palco. Blues de primeira. Toda terça, chova ou faça sol, haja eclipse ou a lua cintile, todas terças após as 21h00 o blues rola.
A platéia também interessantíssima. Também, para gostar de blues tem que ser.
Tinha de tudo.
Tinha um rapaz com cabelo lambido, gravatinha tipo... a cara do Restart.
Tinha mauricinho que estava ali não sei pra quê.
Tinha garotas esboçando uma dança tipo... “eu detesto blues, mas estou aqui porque não tinha nada mais legal para fazer. Quem sabe me confundam com uma intelectual só por estar aqui”.
Tinha a garota que queria ser comida pelo baixista.
Tinha motociclistas enchendo a caveira e contando lembranças, acompanhando o guitarrista com guitarras imaginárias.
Tinha o casalzinho romântico que não estava preocupado com o blues...mas com os beijos.
Tinha os cabeludos chapados que balançavam a cabeça para mostrar que tem cabelos (só pra me fazer raiva e inveja).
Tinha o executivo de terno e gravata.
Tinha as patricinhas que não paravam de falar, e também não prestavam atenção no show.
Tinha o bêbado
inconveniente que insistia
em dançar na
frente do palco e pedir Legião Urbana
E tinha a garota com olhar distante, risadas espaças e tristeza profunda de quem perdeu um amor, ou nunca o achou.
Tinha mais...
Ou seja, tinha de tudo. Assim como a vida deveria ser. Uma variação de cores, de tons, de linhas desalinhadas e linhas certas, variações de clichês e frases originais, de desilusões e ilusões, de amores e desamores, de dores e prazeres.
Nada pasteurizado, nada arrumadinho,
tudo démodé e nada démodé.
Por que insistimos em padronizar tudo e todos?
Pausterizar a vida elimina a beleza das diferenças. Tentar eliminar os defeitos, qualidades, as "impurezas" da alma, pode ser perigoso. Pode produzir efeitos colaterais.
Nada pasteurizado, nada arrumadinho,
tudo démodé e nada démodé.
Por que insistimos em padronizar tudo e todos?
Pausterizar a vida elimina a beleza das diferenças. Tentar eliminar os defeitos, qualidades, as "impurezas" da alma, pode ser perigoso. Pode produzir efeitos colaterais.
Ah! E tinha eu.
Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro
Rua 03, esquina com Rua 09, nº 1016, Galeria Ouro, Centro - Goiânia - Goiás
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