POLEGAR -DÁ PRÁ MIM
Por favor não me dêem um BEIJO NA BOCA (http://tomavergonhanessacaradeegua.blogspot.com/2010/06/beijo-na-boca.html).
Um aluno me pediu para escrever sobre a banda Restart . De lambuja podemos falar do Cine e do Júnior da Sandy.
Júnior disse, esta semana, que sente vergonha do seriado que protagonizou com a irmã na TV Globo entre 1999 e 2003. Indiretamente, inconscientemente assume a vergonha de seu passado. Sua música está intimamente ligada ao “espírito” do programa que protagonizou com sua irmã.
Sandy terminou a dupla por que queria experimentar uma música mais “rebuscada”, de mais qualidade. Vamos ver qual o rumo que ela vai dar a sua carreira. Talento ela tem.
Todos que foram jovens realmente (têm gente que passou direto para a fase adulta), já cometeram besteiras das quais se arrependeram. Por quê o Júnior não pode ter vergonha?
Todos que foram jovens realmente (têm gente que passou direto para a fase adulta), já cometeram besteiras das quais se arrependeram. Por quê o Júnior não pode ter vergonha?
Gosto muito de música. Componho algumas coisas. Sou um músico insignificante.
Para compensar minha insignificância musical me esforço bastante em meus poemas e letras de música e tenho tido sucesso. Procuro dar significado a tudo que escrevo.
Antes de analisar o Restart, tive que ouvir as músicas. Recebi a orientação de alunos para ouvir o Cine também. Aí me lembrei da década de 1980. Fui até o Yotube ( que maravilha a tecnologia) e procurei vídeos do Dominó e do Polegar.
Dominó e Polegar são grupos oriundos dos Menudos. Praga que abateu a população brasileira na década de 1980.
Essas pragas acontecem freqüentemente porque a indústria cultural precisa sobreviver. Então criam essas aberrações.
Colocam jovens , alguns talentosos outros não, nessa máquina de moer pessoas, com o único objetivo, ganhar dinheiro de pessoas carentes de ídolos e que estão dispostas a colocar as fotos de qualquer em suas paredes.
Mas vamos lá à análise.
Menudos, Dominó e Polegar eram grupos formados por jovens de bela aparência (ao menos para as mulheres), cabelos “milimetricamente” cortados em salões, roupas planejadas e de cores sóbrias.
Tudo isso em contraponto a uma época onde o amor livre vivia seu auge. Comportamento que depois ruiria com o advento da AIDS.
As músicas eram para cima, a maioria com sentido duplo (como “Dá Pra mim”, do grupo Polegar), totalmente desprovidas de conteúdo e com arranjos que mostravam a que vieram: ganhar dinheiro de otários (porque sempre existirão os otários e sempre existirão os que ganharão dinheiro com otários)
Vamos aos restarts, os cines e os Justin Biebers da vida.
Os cabelos são milimetricamente, cuidadosamente desgrenhados, provavelmente em horas diante do espelho. As roupas coloridas ridiculamente em uma época onde ser “colorido” é sinal de estar em concordância com o mundo globalizado, sem fronteiras e preconceitos. O colorido abrange todas as tribos.
Utilizam óculos ridículos . Cantam como se estivessem no banheiro fazendo força.
Quando estão diante das câmeras fazem caras e bocas de modelos femininos, parecendo que estão tendo orgasmos. Nisso os polegares, dominós e menudos eram mais másculos.
Alguns fazem o tipo de nerd, talvez querendo dar uma conotação intelectual ao personagem que representam. Caem no ridículo e no vazio.
Há uma profunda pobreza musical na escolha dos nomes dos grupos. Aí você vai falar que os da década de 80 também eram. Concordo com você.
"Musicalmente" os cines e restarts são melhores. As melodias são um pouco mais ricas, as baladas são menos desinteressantes e em alguns momentos dá para perceber o talento de músicos em alguns.
As duas gerações representam muito bem a época em que viveram. Gerações desprovidas de conteúdo, desprovidas de compromisso social, alienadas da sua realidade e de seu papel neste mundinho véio de meu Deus. Bem representada em suas letras medíocres e cheia de clichês românticos.
Pena que não saibam que dá para falar de amor sem ser imbecil.
Assim como o Polegar, o Dominó e Menudos, são transitórios, não agüentam três verões.
Assim como tem o MST (Movimento dos Sem-Terra) tem o MSC - Movimento dos Sem-Conteúdo).
Graças a Deus vão desaparecer, para depois surgirem outros grupos que vão saciar a sede de outros otários.
Como diria Itamar Assumpção:
“...Um tremendo de um otário...
Toda luz no fim do túnel
Para macaco sem galho
Numa frase se resume
É trem em sentido contrário.”
E os verdadeiros talentos travam uma batalha pra conseguir reconhecimento e espaço na mídia, que o diga Roberta Sá e muuuuuitos outros artistas.
ResponderExcluirBjo,
Jô