Recebi várias vezes um mesmo e-mail cujo título era : CAZUZA , UM IDIOTA MORTO. Nele, uma possível psicóloga criticava a admiração de pessoas por Cazuza.
Já escrevi neste blog, artigo elogiando a postura de Cazuza. Para mim , ele só pisou na bola quando escondeu que tinha AIDS. Naquele momento foi tão hipócrita quanto os hipócritas que ele criticava em suas letras e em sua postura frente a vida. De resto fez o que ele queria.
Não significa que eu levaria a vida que ele levou.
Mas acho que cada um leva a vida que lhe convier!
Para quem acredita em Deus , Ele nos deu o livre arbítrio então podemos fazer o que quisermos. Claro que para cada ação existe uma conseqüência. Então, antes de fazer algo , devemos pensar se as conseqüências serão, digamos, agradáveis ou não. E aí tomamos a decisão se vale à pena.
Podemos fazer aborto? Podemos. Podemos usar drogas? Podemos. Podemos matar alguém? Podemos. Podemos participar de bacanais? Podemos. Podemos tudo. Mas devemos? Cabe a cada um.
Para quem não acredita em Deus , o raciocínio é o mesmo.
E finalmente, para alguns , devemos agir exatamente como eles acreditam que a vida deva ser. Devemos viver seguindo seus padrões morais, éticos e religiosos. Qualquer um que fuja aos “padrões” estabelecidos pela sua mentalidade é considerado “idiota”.
Quando aparece alguém que fala coisas que incomodam, que obrigam as pessoas a refletir sobre seus comportamentos, que escancaram as podridões humanas, essa pessoa é rotulada por alguns setores “tradicionais” como marginais.
Marginal é aquele que vive à margem da sociedade, que não segue os “padrões” da sociedade.
Nestes termos, sempre sonhei ser marginal, os padrões que a sociedade oferece sempre me foram meio estranhos.
Parafraseando Nando Reis, Ex-Titãs, nunca consegui me adaptar. Mas vou vivendo, com conta em banco, casa, pagando IPTU, IPVA, IRRF, esposa, duas filhas lindas, trabalho tradicional, vou aposentar um dia (se não morrer antes), envelhecer e morrer, dentro dos “padrões” normais da sociedade.
Parafraseando Nando Reis, Ex-Titãs, nunca consegui me adaptar. Mas vou vivendo, com conta em banco, casa, pagando IPTU, IPVA, IRRF, esposa, duas filhas lindas, trabalho tradicional, vou aposentar um dia (se não morrer antes), envelhecer e morrer, dentro dos “padrões” normais da sociedade.
Quem sabe antes de morrer , volte aos ideais de juventude e fique, ao menos, um pouquinho marginal.
Enquanto isso, vou tentar não julgar as pessoas por elas levarem a vida da maneira que elas querem. Mimadas ou não, cheirando cocaína ou não, morrendo de overdose ou não, fazendo caridade ou não, indo para igreja ou não , cantando nos corais religiosos ou não, participando de bacanais ou não, ela são seres humanos, tem uma história, bonita ou não, e podem me ensinar muito. Para o bem...ou para o mal.
O que eu vou ser, a partir do que elas me passam, é com o meu livre arbítrio.
Por enquanto, vou me esforçando muito para não ser um IDIOTA VIVO
